Os Melhores Animes Shounen Segundo o IMDB

Os Melhores Animes Shounen Segundo o IMDB

Naruto de fora? Confira os 10 melhores animes Shounen baseados nas avaliações do IMDB!

Antes de eu listar os 10 melhores animes shounen, vale a pena deixar claro uma coisa (pra ninguém crucificar a matéria do administrador porque Naruto ficou de fora):

O IMDB é uma das maiores bases de avaliação de filmes, séries e animações do mundo, reunindo notas de milhões de espectadores. Usamos exclusivamente as notas do IMDB pra montar essa lista, organizada do menor pro maior placar, pra você acompanhar a escalada até o topo absoluto do ranking shounen.

Dito isso, vamos para a lista completa:

Os melhores animes shounen:

10º. My Hero Academia (nota 8,5)

Mesmo com o péssimo final, o anime fica no top 10

Criado por Kohei Horikoshi e publicado na Weekly Shonen Jump desde 2014, My Hero Academia nasceu numa época em que a própria Shueisha se perguntava se o gênero de super-heróis conseguiria funcionar no formato shonen japonês, historicamente mais associado a artes marciais e ninjas do que a capas e poderes.

A resposta foi um sucesso imediato: a série acompanha Izuku Midoriya, garoto que nasce num mundo onde 80% da população tem superpoderes chamados “Quirks”, mas ele é um dos poucos sem nenhum.

A animação ficou a cargo do estúdio Bones, conhecido por produções tecnicamente ambiciosas como Fullmetal Alchemist e Mob Psycho 100, o que ajudou a série a se diferenciar visualmente de outros shonen de ação da mesma geração.

A jornada de Midoriya até se tornar herói, sob a mentoria do lendário All Might, se tornou um dos fenômenos internacionais mais discutidos da última década, gerando inclusive comparações diretas com quadrinhos ocidentais de super-heróis, algo raro pra uma obra genuinamente japonesa.

9º. Solo Leveling (nota 8,6)

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Diferente do resto dessa lista, Solo Leveling não nasceu como mangá japonês, mas como uma novel web sul-coreana escrita por Chugong, publicada a partir de 2016, depois adaptada em quadrinho (manhwa) antes de finalmente ganhar anime em 2024. A produção da animação ficou a cargo do estúdio A-1 Pictures, com atenção especial dada às sequências de ação, que precisavam justificar visualmente o hype acumulado ao longo de anos entre os leitores do material original.

A história acompanha Sung Jinwoo, classificado como o “Caçador Mais Fraco da Humanidade” num mundo onde portais misteriosos liberam monstros e apenas pessoas com habilidades especiais conseguem combatê-los. Um encontro quase fatal muda tudo, dando a Jinwoo a capacidade única de continuar evoluindo indefinidamente, algo que nenhum outro caçador no mundo da história possui.

O sucesso do anime é visto por muitos como prova de que o público shonen tradicional está cada vez mais aberto a fontes fora do mangá japonês clássico, um movimento que também inclui adaptações de webtoons como The Beginning After the End.

8º. Gintama (nota 8,7)

Estreado em 2006 pelo estúdio Sunrise, com direção inicial de Shinji Takamatsu, Gintama é baseado no mangá de Hideaki Sorachi, serializado na Weekly Shonen Jump desde dezembro de 2003. A obra nasceu de um pedido editorial que Sorachi não seguiu à risca: pediram uma série histórica sobre o grupo Shinsengumi, e ele entregou uma comédia de ficção científica ambientada num Japão do período Edo invadido por alienígenas, onde os samurais foram proibidos de usar espadas.

O protagonista Gintoki Sakata sobrevive fazendo bicos ao lado de Shinpachi Shimura e da poderosa jovem alienígena Kagura. O anime é conhecido por alternar entre comédia absurda, cheia de quebras de quarta parede e paródias de outros títulos da própria Shonen Jump, e arcos dramáticos genuinamente pesados, um equilíbrio que poucas séries do gênero conseguem sustentar por tanto tempo.

Ao todo, a obra acumulou 367 episódios de anime distribuídos em múltiplas temporadas entre 2006 e 2018, além de filmes, incluindo um lançamento de 2026 que readapta o arco Yoshiwara in Flames. O mangá ultrapassou 73 milhões de cópias em circulação, ficando atrás apenas de gigantes como One Piece, Naruto e Bleach entre os mais vendidos da história da Shonen Jump.

7º. Dragon Ball (nota 8,8)

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Criado por Akira Toriyama e publicado a partir de 1984, Dragon Ball é, sem exagero, o alicerce sobre o qual praticamente todo shonen de ação moderno foi construído. A estrutura de torneios de luta, escaladas de poder e rivalidades amistosas que definem o gênero até hoje foi popularizada, em grande parte, por essa obra.

A história acompanha Son Goku desde criança, e mais tarde revela que ele pertence a uma raça alienígena guerreira quando seu irmão biológico Raditz aparece na Terra exigindo que ele se junte à conquista do planeta.

A produção do anime ficou a cargo da Toei Animation, estúdio que segue responsável pela franquia até hoje, incluindo suas continuações Dragon Ball Z, Dragon Ball Super e Dragon Ball Daima.

A influência de Toriyama vai muito além do próprio anime: character designs de jogos como Dragon Quest e elementos visuais amplamente copiados por gerações de mangakás mostram como Dragon Ball moldou não só o shonen, mas a cultura pop japonesa como um todo. Mesmo décadas após sua estreia, a obra mantém nota alta e engajamento de fãs antigos e novos simultaneamente.

6º. Death Note (nota 8,9)

Escrito por Tsugumi Ohba e ilustrado por Takeshi Obata, com produção de anime pelo estúdio Madhouse em 2006, Death Note foge deliberadamente do shonen tradicional de batalhas físicas. A obra é essencialmente um thriller psicológico de xadrez humano: Light Yagami, estudante brilhante entediado com a vida comum, encontra um caderno sobrenatural capaz de matar qualquer pessoa cujo nome seja escrito nele, com a condição de o autor visualizar o rosto da vítima.

A partir daí, a série se transforma numa disputa intelectual entre Light e L, um detetive excêntrico e brilhante contratado para investigar os assassinatos em massa que passam a assolar o submundo criminoso. A tensão entre os dois é constantemente citada como uma das rivalidades mais bem escritas da história dos animes, construída quase inteiramente através de diálogo, dedução e blefe psicológico, não de combate físico.

Apesar de ser tecnicamente classificado como shonen pela revista de publicação original, Death Note é frequentemente usado como prova de que a demografia comporta muito mais do que ação e crescimento pessoal convencional.

5º. Demon Slayer (nota 8,9)

Esta no top 10 só pela animação?

Baseado no mangá de Koyoharu Gotouge, serializado a partir de 2016, Demon Slayer se tornou um fenômeno global após a adaptação em anime pelo estúdio Ufotable, conhecido por seu domínio técnico raro de combinar animação digital com efeitos tradicionais desenhados à mão.

A história acompanha Tanjiro Kamado, que retorna pra casa e encontra a família massacrada por um demônio, com a irmã caçula Nezuko transformada em uma criatura da noite, mas ainda mantendo fragmentos de sua humanidade.

A jornada de Tanjiro pra encontrar uma cura para a irmã o leva a se tornar um Caçador de Demônios, entrando em contato com os Pilares, os guerreiros mais poderosos da organização. As cenas de batalha entre Tanjiro e adversários como Rui, ou o confronto entre o Pilar das Chamas Kyojuro Rengoku e o demônio Akaza no filme Mugen Train, redefiniram o padrão visual que fãs passaram a esperar de qualquer adaptação shonen subsequente.

O sucesso comercial do filme Mugen Train, inclusive, quebrou recordes de bilheteria no Japão, superando até produções ocidentais em seu ano de lançamento, o mesmo aconteceu recentemente no 1° filme do castelo infinito (partes finais da história).

4º. One Piece (nota 9,0)

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Criado por Eiichiro Oda e publicado desde 1997, One Piece é um dos animes mais populares da história, com episódios inéditos sendo produzidos pela Toei Animation continuamente desde a estreia televisiva em 1999.

A escala da obra é praticamente sem paralelo no meio: são mais de mil episódios de anime e mais de mil capítulos de mangá, ainda em produção, seguindo a jornada de Monkey D. Luffy, jovem cujo corpo ganhou propriedades de borracha após comer uma Fruta do Diabo.

Luffy reúne a tripulação dos Piratas do Chapéu de Palha em busca do tesouro lendário que dá nome à série, viajando por dezenas de ilhas com culturas, vilões e sistemas políticos únicos. A longevidade da obra permitiu um nível de desenvolvimento de mundo raramente visto em qualquer mídia, com arcos que se conectam através de décadas de publicação.

A base de fãs cresceu literalmente junto com a própria história, com leitores que acompanham a série desde a infância até a vida adulta, e o ritmo de produção segue firme mesmo depois de mais de 25 anos no ar.

3º. Hunter x Hunter (nota 9,0)

A adaptação de 2011, produzida pelo estúdio Madhouse, é a segunda tentativa de trazer a obra de Yoshihiro Togashi pra TV, e é amplamente considerada superior à primeira versão de 1999.

A história acompanha Gon Freecs, garoto que descobre que seu pai, considerado morto, é na verdade um lendário Hunter, profissão de elite reconhecida mundialmente. Gon decide seguir o mesmo caminho, tanto pra se tornar um Hunter quanto pra reencontrar o pai que nunca conheceu.

O que separa Hunter x Hunter da maioria dos shonen de aventura é a disposição de Togashi em abandonar convenções do gênero sempre que a história pede. Arcos inteiros mudam completamente de tom e estrutura, alternando entre torneios de luta, negociações políticas complexas e horror psicológico puro, como na aclamada saga das Formigas Quimera.

O sistema de poder Nen, introduzido gradualmente com regras internas rígidas, é constantemente citado como um dos mais bem elaborados de toda a história dos animes, permitindo criatividade narrativa sem recorrer a soluções fáceis de roteiro.

2º. Attack on Titan (nota 9,1)

Baseado no mangá de Hajime Isayama, publicado a partir de 2009, Attack on Titan teve sua animação dividida entre dois estúdios ao longo das temporadas: Wit Studio cuidou das primeiras três temporadas, enquanto o MAPPA assumiu a produção a partir da parte final, trazendo uma mudança visual notável que gerou debate entre fãs sobre qual abordagem funcionou melhor.

A série começa como uma história de sobrevivência pura: a humanidade vive cercada por muralhas gigantescas pra se proteger de titãs devoradores de gente, e o protagonista Eren Jaeger jura exterminá-los após testemunhar a morte da própria mãe. Conforme a trama avança, porém, a obra se transforma numa análise complexa sobre guerra, ciclos de violência, propaganda política e a natureza moralmente cinzenta de praticamente todos os seus personagens.

A evolução de Eren, de garoto vingativo a figura moralmente ambígua e controversa, gerou um dos debates mais intensos e divididos já vistos em torno de qualquer protagonista shonen, com o desfecho da série permanecendo tema de discussão acalorada entre fãs até hoje.

1º. Fullmetal Alchemist: Brotherhood (nota 9,1)

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Produzido pelo estúdio Bones em 2009, Brotherhood é a segunda adaptação em anime da obra de Hiromu Arakawa, criada especificamente pra seguir o mangá original com fidelidade total, diferente da primeira versão de 2003, que precisou desviar do material fonte por ter alcançado o ritmo de publicação do mangá. Essa segunda chance permitiu a Arakawa supervisionar de perto uma adaptação que muitos consideram definitiva.

A história acompanha os irmãos Edward e Alphonse Elric, que tentam trazer a mãe falecida de volta à vida através de alquimia proibida, pagando um preço terrível pelo erro: Edward perde um braço e uma perna, enquanto Alphonse perde o corpo inteiro, com sua alma presa a uma armadura. A jornada dos dois em busca da Pedra Filosofal, capaz de restaurar o que perderam, os leva a uma conspiração que envolve o próprio governo do país.

Apesar de abordar temas maduros como guerra, genocídio e o custo ético da ciência sem limites, a obra mantém uma mensagem central sobre sacrifício, responsabilidade e equivalência que a coloca, por pouco, dentro dos limites da demografia shonen, sendo reconhecida de forma quase unânime como uma das maiores adaptações de mangá já produzidas.

O que essa escalada de notas revela?

Reparando no ranking, um padrão fica claro: os animes mais bem avaliados não são necessariamente os mais violentos ou com escala mais épica. Death Note, no meio da lista, é quase todo diálogo e estratégia psicológica. Gintama, oitavo colocado, é primariamente uma comédia.

O que separa o topo do resto não é o tipo de história contada, mas a consistência de execução. Obras que mantêm qualidade de escrita e direção do primeiro ao último episódio, sustentadas por estúdios com identidade técnica forte acabam tendo vantagem.

Pra finalizar, vale lembrar que essa lista baseada exclusivamente no IMDB, ou seja, não é uma verdade absoluta. Cada fã terá seu gosto pessoal e seu próprio TOP 10 melhores animes shounen.

Mas conta pra gente: qual seria o seu top 10?

Igor Ferreira

Criador de conteúdo e aspirante a escritor! Amante de mangás, animes e todo tipo de conteúdo nerd.

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